sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

imagine "Como Se Livrar De niall horan” part 1

Ok. Talvez se eu fechar os olhos, quando eu os abrir, eu vou estar na minha caminha bem quentinha, dormindo abraçada com meu edredom. Fechei os olhos com força e assim fiquei durante uns cinco minutos. Muito bem, agora sim eu posso entrar em pânico. Isso realmente não é um sonho. Oh, merda. Todos estão me olhando, esperando por uma resposta. niall me olhava já com o olhar desesperado, enquanto esperava por minhas sábias palavras, que saíram logo após longos segundos de silêncio.
– Eu acho que vou vomitar.

As mais belas e sinceras palavras que eu disse em toda minha vida. Acreditem ou não, eu realmente vomitei. niall deu um pulo para trás, jogando suas mãos ao alto e falando um belo palavrão – que não irei citar aqui –, afinal, ainda sou uma menina educada. Sou quase uma lady. Prendi meus cabelos rapidamente enquanto eu colocava para fora todo meu café da manhã.
– O que você está fazendo, garota?! niall horan acabou de se declarar para você, e você vomita?! – Ouvi alguém no fundo do corredor gritar.
Merda. Merda e merda de novo. Meu objetivo de vida sempre foi passar despercebida por esse colégio até que, finalmente, o maldito ensino médio terminasse, e eu pudesse curtir minha querida faculdade. Agora eu só não vou passar despercebida, como eu também vou ser conhecida por ser a garota que vomitou no pé de niall horan, o cara mais lindo e desejado do colégio – e quem sabe da cidade –, quando ele se declarou para ela. Sim, isso mesmo. O menino mais lindo e desejado desse lugar está “apaixonadinho”, “caidinho” por mim. Acho que só a partir daí, fica claro que minha vida é um pouco diferente da das outras garotas da minha idade; a maioria sofre por ser apaixonada pelo cara lindo (vide niall horan) e ele nem a menos a nota. Por falar nisso, eu acredito que naquele momento, tinha muitas garotas à nossa volta com essa história de vida. Porém, como a minha sempre foi diferente, esse cara está apaixonado por mim, e eu? Bem, eu nem ao menos o achava tão bonito assim.
Encarei niall mais uma vez. Seus olhos azuis estavam cheio de desespero por uma resposta. Sinto muito, horan. Sacudi minha cabeça negativamente, e saí correndo pelos corredores gigantes do meu colégio. Acho que fiquei sem respirar, até finalmente sair pela porta principal. A entrada do colégio estava completamente vazia por causa do final das aulas; em um dia normal, teriam centenas de adolescentes vagando por ali, com suas mochilas caras e iPhones. Mas aquele não era um dia comum, era o dia em que niall horan se declarara para uma menina que eles nem ao menos sabiam o nome. A menina que quase vomitou no pé do menino mais lindo do colégio.

– brunnah! brunnah!
Olhei para trás ao ouvir meu nome, e vi liam payne, meu melhor amigo, correndo em minha direção como uma cabra na TPM, enquanto sua mochila batia em suas costas, fazendo um barulho irritante.
– danddy! Por que você não me ajudou? – Disparei assim que ele parou ao meu lado, com as mãos no joelho, e a respiração falha.
– O que queria que eu fizesse, naah? Desse um soco no horan e saísse com você no ombro, como o Superman faria? – liam payne debochou.
– Exatamente! Você poderia ter me sugado com um aspirador de pó, tanto faz, mas me tirasse de lá!
– Te sugado com um aspirador de pó, brunnah?! Não seja ridícula! – liam payne revirou os olhos. – Oh, você vomitando no pé do horan foi a melhor parte! Isso vai entrar para a história!
– Eu não vomitei no pé dele! – Revidei.
– Sim, mas foi só porque ele desviou, senão, aquele tênis da Nike lindo dele estaria todo sujo do molho de alho que você comeu no almoço. – liam payne riu histericamente, e eu dei-lhe um tapa no braço.
– Cale a boca, liam payne. Vamos pra casa agora, não aguento ficar mais nem um minuto sequer nesse colégio. – Estremeci ao lembrar-me do acontecimento de poucos minutos atrás.
liam payne riu mais uma vez e saiu pelo estacionamento a fora, puxando-me pelo braço até seu carro. sophia, namorada de liam payne, já estava encostada à porta de seu carro quando chegamos. Ela tinha um sorriso nos lábios e segurava uma garrafinha de Coca-Cola.
– Trouxe para você, naah, acho que vai precisar para tirar o gosto ruim da boca. – sophia me entregou a garrafinha.
Dessa vez, liam payne riu mais histérico ainda, fazendo-me revirar os olhos e entrar logo no carro.
– Vamos logo, mulheres da minha vida, preciso contar para o louis o que aconteceu hoje. As melhores coisas sempre acontecem quando ele falta à aula. – liam payne ligou o rádio e deu a partida no carro.
– Ei, brunnah! Olhe só quem está bem atrás de nós! – sophia disse, risonha.

Olhei para trás, vendo niall correndo atrás de nós, e mexendo os braços desesperado. Oh, droga! Será que ele tinha vindo atrás de nós para me bater, ou será que o vômito acabou respingando em seu Nike, e ele quer que eu lhe compre um novo? Eu juro que compro trinta tênis da Nike se ele quiser, desde que ele nunca mais fale comigo!
– Acelere esse carro, liam payne! – Gritei.
-x-


– Sim, louis! Ela vomitou no pé dele! brunnah anda a cada dia mais descontrolada, eu sei. – liam payne ria enquanto conversava com louis no telefone.
liam payne nem precisou ligar para o louis, porque o mesmo ligou para mim, assim que eu coloquei meus lindos pés em casa. Parece que as notícias correram como eu quando bate o sinal do intervalo. Qual é?! Os melhores salgados acabam nos primeiros dez minutos, harry, meu amigo nerd, já fez essa pesquisa, na realidade.
– Oh, sophi, acho que vou sair da escola e ir vender hambúrguer em qualquer outro lugar, desde que não seja aqui. Amanhã todos vão comentar sobre o que aconteceu hoje. – Resmunguei.
Eu estava deitada no colo de sophi, enquanto liam payne andava de um lado para o outro no quarto, rindo do que louis falava. Parece que já tinham colocado fotos e vídeos até mesmo no site do colégio.
– Fique tranquila, naah, em poucos dias tenho certeza que ninguém vai se lembrar mais disso. – sophi me tranquilizou, enquanto alisava meus cabelos.
Suspirei pesadamente. Talvez sophi estivesse certa, e em poucos dias ninguém mais se lembre do que aconteceu. É o que eu espero. E vejamos o lado bom, tenho certeza que amanhã niall não vai nem ao menos olhar para mim, afinal de contas, eu quase vomitei em seu pé!

Joguei a mochila em cima do meu ombro, e saí do carro com liam payne e sophia bem ao meu lado. Assim que entramos pela porta principal do colégio, todos os olhos se viraram para nós – mais especificamente para mim, a garota que vomitou em niallhoran. É, acho que apenas um dia não bastou para que eles se esquecessem do ocorrido. A única vantagem é que, depois dessa,niall nem ao menos vai querer olhar na minha cara.
– brunnah! Por que você tinha que fazer isso justamente no dia em que eu faltei à aula?! – louis apareceu bem ao meu lado, ofegante.
– Desculpe por não ter segurado meu vômito até hoje de manhã, para que você me visse pagando o maior mico da minha vida,. – Respondi, debochada.
louis revirou os olhos, e logo se juntou a liam payne e sophia em uma conversa animada e eu, particularmente, não me encontrava no humor para isso. Dirigi-me até minha sala, onde me joguei em minha carteira e aguardei a aula de história começar.
– Com licença, senhores professores, peço a atenção de todos para a declaração que irei fazer. É extremamente importante. – Uma voz rouca e conhecida veio da caixa de som que havia em todas as salas do colégio. Ou seja, todos ouviram aquilo no mesmo momento que eu. – Meu nome é niall horan e estou aqui para dizer que estou completamente apaixonado por uma menina daqui. Uma menina linda, extrovertida e totalmente diferente das outras por aqui. brunnah callegary, você aceita namorar comigo?
Oh. Meu. Deus. Quem foi que deixou esse menino louco entrar na sala da diretoria e dizer um absurdo desses? Quem?! Eu juro que vou fazer uma tortura com cosquinhas quando eu descobrir quem foi o infeliz. Esse tipo de coisa não se faz!
Todos os olhares da sala - inclusive do professor chato de história, viraram-se para mim, ansiosos pela minha reação. Desviei meu olhar para o livro e fingi estar concentrada demais na Idade Média para prestar atenção no que diziam na caixa de som. O que era uma mentira bem cabeluda, porque nunca gostei de História, muito menos Idade Média; acho ultrapassado demais para mim. Após alguns minutos constrangedores de silêncio, o professor finalmente voltou a dar sua aula, como se nada tivesse acontecido. Meu Deus! Esse menino só pode ser masoquista! Que pessoa em sã consciência continua apaixonado por uma garota, depois de ela ter o rejeitado na frente da escola inteira e, ainda não satisfeita, quase vomitou em seu pé? Obviamente, só um masoquista. É isso. niall horan é um masoquista. – Ei, brunnah. – Olhei para trás, vendo quem estava me chamando; liam payne, claro. – O que você vai fazer sobre o niall? – Perguntou.
– Eu realmente não sei, danddy. Esse cara está começando a me dar medo, será que ele é algum tipo de louco masoquista?
– Claro que não! niall é meu amigo também, e está bem longe de ser um louco masoquista, apenas um louco apaixonado pela garota diferente. Isso é algo normal, acha que eu me apaixonei pela sophi por quê? Porque ela é diferente.
– Mas a sophi também é apaixonada por você, e eu estou longe de estar apaixonada por niall horan.
liam payne bufou e logo voltou sua atenção para o caderno, em sinal de rendimento. Ora, era só o que me faltava! Agora meu melhor amigo também vai tentar dar uma de cupido para me juntar ao niall? Isso é ridículo.

Quando finalmente tocou o sinal anunciando o final da aula, eu não me apressei nem um pouco para sair da sala; tudo o que eu menos queria no momento era encontrar com niall no corredor, junto a seus amigos lindos, que por acaso eram meus melhores amigos também.
– Vamos lá, naah. Você vai ficar sem carona se não se apressar. – liam payne me deu um empurrão, em direção à minha mochila.
– Pode ir à frente, danddy, eu vou embora a pé depois. Eu adoro andar até em casa enquanto eu olho a paisagem. – Expliquei.
– Você é o ser mais preguiçoso que já se viu, brunnah! Você odeia andar! Está fazendo isso tudo para evitar o niall?
– Mas é obvio que sim, liam payne. Esperava mais de sua inteligência. O cara é louco! Eu quase vomitei no pé dele e hoje ele me pediu em namoro! Em namoro! Sendo que eu nunca nem ao menos o beijei! Isso é o cúmulo da idiotice.
– O niall não é uma pessoa ruim, naah, e você sabe disso. Dê uma chance para ele.

Revirei os olhos, irritada; peguei minha mochila e saí em disparada da sala, deixando liam payne sem entender nada, para trás. Agora seria assim? Todo mundo querendo que eu “dê uma chance para o senhor niall-não-tão-ruim”? A única coisa que eu precisava no momento é de um amigo que odiasse o niall e nunca quisesse que eu namorasse com ele. Mas quem nessa maldita cidade odeia o niall horan? Absolutamente ninguém! Até minha mãe faz parte do fã clube que criaram para ele no Facebook. Meu pai? Bom, esse daí é outro traidor. Ele toma chá das cinco todas as tardes com o niall.

– Aonde você vai, brunnah callegary?! Não se mexa! – Ouvi liam payne berrar, bem atrás de mim.
Ignorei seus berros e corri até o estacionamento, onde sophi já nos esperava, encostada à porta do carro de liam payne - como sempre, porém naquele dia tinha uma coisa diferente. Ela não estava sozinha. niall estava bem ao seu lado, com um enorme sorriso nos lábios rosados. Argh! Eu vou matar o liam payne! sophi deu um sorriso de desculpas assim que me viu, e foi aí que tive a certeza: a ideia fora apenas de liam payne; lógico, sem o consentimento da sophi.

– O que ele está fazendo aqui? – Perguntei para sophi, ignorando niall completamente.
– liam payne vai me dar uma carona hoje. Além do que, nós precisamos conversar, brunnah. – niall respondeu por sophi.
Logo liam payne nos alcançou e deu-me um sorriso vitorioso; ele sabia que eu acabaria indo com eles, mesmo que niall fosse junto. Minha preguiça é maior que qualquer outra coisa no mundo. Suspirei, derrotada, e entrei no carro, sentando bem ao lado de niall.

O caminho até minha casa foi um eterno silêncio. Eu estava nervosa demais para falar alguma coisa que não fosse para xingarliam payne, e os outros deviam estar com medo de falar e da resposta que iriam ganhar. Quando finalmente liam payne parou em frente à minha casa, apressei-me em sair, mas vi niall abrindo a porta também e me seguindo.
– O que você quer, horan? – Virei-me para ele, raivosa, assim que liam payne sumiu do meu campo de visão.
– Eu quero que você me dê uma chance, brunnah. Apenas uma chance. – Conforme niall dava um passo em minha direção, eu dava mais dois para longe dele.
– Não é assim que funciona, niall. Eu não gosto de você dessa maneira. Você sabe disso.
– Por que não? É apenas uma chance! Não me acha atraente?
– Não é que eu não te ache atraente, niall. Você é muito atraente. Porém, para mim, somente isso não basta. – Caminhei até a porta de casa e a abri, deixando uma distância boa entre mim e niall.
– Eu vou te conquistar, brunnah callegary. Eu juro que vou. Eu ainda vou te ter nos meus braços, dizendo que nunca esteve mais apaixonada. Vou fazer você ser somente minha, e implorar para ter o meu corpo junto ao seu. Estou te avisando. – niall gritou e eu me apressei em fechar a porta.

Argh. Ele podia jurar que faria com que eu me apaixonasse por ele, assim como eu posso prometer de que vou me livrar dele. Ah, eu vou. E a partir daquele dia, começou a operação “Como Se Livrar De niall horan”.

– O que acontece, liam payne, é que a professora de Português vai ter que aceitar meu trabalho um dia antes, ela querendo ou não! Eu vou ter que viajar no dia da entrega, e não me interessa se ela não vai gostar disso. Essa mulher é uma vaca. – Resmunguei pela centésima vez ao telefone. liam payne é extremamente teimoso.

And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
– Mas, naah, você sabe como essa mulher já pega no seu pé. Eu acho melhor você não viajar com a sua família... É, vai ser muito melhor assim, você pode ficar aqui em casa, ou na casa da sophi. Só não vai. – liam payne implorou do outro lado da linha.
Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say good bye

– danddy, você pode esperar um minuto? Tem algum doido cantando Always na porta da minha casa! Nos dias de hoje não se pode ter mais nem um minuto de paz! – Revirei os olhos.
– Always? Do Bon Jovi?
– Sim, danddy! Eu estou realmente com medo! Vou ver da janela quem é o maluco!

Coloquei o telefone na mesinha ao lado da minha cama e me dirigi até a janela do meu quarto, que ficava no segundo quarto da casa. E lá estava ele. niall horan estava parado em frente à minha casa, segurando um violão e cantando. Oh, meu Deus. Esse menino está realmente cada dia mais maluco! Eu nem ao menos valho isso tudo; não tenho uma beleza muito almejada e algumas gordurinhas localizadas.
– O que está fazendo aí, horan? – Fritei, irritada.
– Eu estou fazendo uma serenata para você, brunnah! Eu amo você! Você pode me rejeitar quantas vezes quiser, mas vou continuar amando você! Por isso escolhi essa linda música do Bon Jovi, que expressa corretamente meus sentimentos por você! Eu preciso de você! – Gritou de volta. 
– Always do Bon Jovi, niall? Sério isso? Essa música toca nas paradas gays! Sai já daqui, criatura, e vai ler um livro que você ganha mais! – Fechei a janela com brutalidade.

niall era o cara perfeito mesmo. Todos nessa maldita cidade pequena amavam ele mais que tudo em suas vidas; começaram até mesmo a fazer camisas com o rosto dele estampado. Ele era o menino bom, que ajudava velinhas a atravessar a rua, salvava gatinhos presos em árvores, tratava todos com carinho e dedicação, e ainda por cima, tinha excelente notas, o que o tornava o queridinho dos professores. Realmente, o único defeito dele era esse: ter se apaixonado por mim. Não que eu seja uma má garota, mas não ajudo velinhas a atravessarem a rua porque, na maioria das vezes, eu nem ao menos as vejo. Quando saio do colégio, logo coloco meus fones de ouvido e nem olho para os lados até chegar em casa. Eu nem ao menos gostava de gatos! Então, não tinha como salvá-los de árvores, e minhas notas estavam bem longe de ser boas, deixando-me ainda mais distante de ser a “queridinha”. E quanto à população da cidade, bem, eles nem ao menos saberiam que eu existo se meu pai não fosse o delegado da cidade.

Durante um tempo, fez-se um silêncio completo. E por esses segundos, um alívio tomou conta do meu corpo. Ele finalmente tinha desistido dessa ideia maluca de me conquistar, visto que nada daria certo, e corrido para a casa de alguma das garotas mais populares da escola. Porém, não demorou muito até que eu ouvisse o barulho do violão novamente. Dei um tapa em minha testa e perguntei-me o que diabos eu tinha feito para merecer isso. Devo ter colado chiclete no sovaco de Jesus, e depois ainda devo ter tentado tirar em um puxão só. Só pode ser isso. “Oh, Jesus! Tenha piedade de mim, perdoe-me pelo lance com o chiclete, mas me dar niall horan como castigo não é justo!” Implorei. Mas de nada adiantou. Agora, ele começara a cantar. E por que ele ainda tinha que cantar bem?! A voz dele era simplesmente “seduzível” demais! Argh! Esse cara não tem defeito algum?

In the night, I hear 'em talk
The coldest story ever told.
Somewhere far along this road he lost his soul...
To a woman so heartless.
How could you be so heartless?
How could you be so heartless?

Espere um minuto! Isso ai é The Fray? Ah não, esse cara está dando um golpe baixo! Ele sabe que eu amo The Fray! Heartless? Ele está mesmo me chamando de sem coração? Tudo bem que a música ficou perfeita na voz dele, mas isso não vem ao caso, isso foi um insulto e ninguém me insulta na porta da minha própria casa. Nem mesmo niall horan. Parti, pisando duro, em direção ao banheiro e peguei o balde que eu tinha deixado por lá ontem, quando fui lavar o mesmo; enchi o balde de agua até a boca e, com certa dificuldade, o levei até a janela e a abri. Agora sim, ele vai ver a “sem coração”. Em apenas um empurrão, eu joguei toda a água em cima de sua cabeça e, depois, joguei o balde junto. E foi assim que niall horan acabou em baixo da minha janela completamente molhado, e com um balde em cima da cabeça. Em uma questão de segundos, todos os meus vizinhos já estavam em volta de niall, perguntando se ele estava bem e lançando-me olhares repreendedores. E eu? Bem, eu me encontrava quase perdendo o pâncreas de tanto rir. Logo meus pais dispararam, correndo em sua direção, pedindo desculpas pelo que eu fiz e o puxando para dentro da minha casa, para que ele tomasse um banho. Ignorei completamente a cena na rua e me joguei em minha cama, com um sorriso vitorioso nos lábios. Agora eu quero ver niall continuar apaixonado por mim. Peguei o telefone, que ainda estava na mesinha de canto.
– Acho que niall não está mais apaixonado por mim, danddy. – Falei ao telefone e soltei uma risada.
– Oh, Deus! O que você fez, naah? – liam payne perguntou do outro lado, preocupado.
– Digamos que eu dei um banho de realidade nele, literalmente. – Brinquei.

Um dos piores pecados do ser humano é a luxúria, o que é muito comum nos dias de hoje também. E confesso que naquele momento, eu era a pessoa mais luxuriosa que poderia existir no planeta. Não me julguem, mas niall horan se encontrava sem camisa no meio da minha sala de estar! Apesar de odiá-lo, não sou uma mentirosa, devo confessar que aquele corpo... Ah, niallhoran possui um corpo dos deuses. Não era musculoso, pelo contrário, era bem magro, mas sem a camisa, suas tatuagens ficavam completamente expostas - e sempre tive um fetiche por homens tatuados. Por Dumbledore! Quando essa sala ficou tão quente?!
– brunnah? Você está se sentindo bem? – A voz doce de minha mãe interrompeu meus pensamentos nada inocentes.
– Oh, estou bem, mãe, apenas estou me perguntando o que o niall ainda faz aqui. – Sacudi a cabeça, tirando qualquer resquício dos meus antigos pensamentos e virei-me para o menino sem camisa, que me olhava com um sorriso malandro nos lábios. Merda. Ele percebeu meu olhar sobre ele. – Não ficou satisfeito com a água, horan, vai querer que eu jogue óleo quente da próxima vez? – Ironizei.
– brunnah! Fique quieta, menina! – Meu pai me repreendeu e voltou-se para niall, com um sorriso triste nos lábios. – Desculpe nossa brunnah, niall. Ela não anda muito bem esses dias.
– Para você, niall, eu não ando bem nem hoje, nem amanhã, nem dia nenhum! Vê se me esquece! Eu não quero nada com você! Suma da minha vida, cacete! – Aumentei o tom de voz, fazendo com que meus pais arregalassem os olhos, assustados. Eu nunca tratava as pessoas assim, mas niall horan vinha tirando-me do sério.
– brunnah, já chega! Por que está tratando o niall dessa maneira?! Ele é um menino tão educado, tão querido por todos! O que está acontecendo? – Minha mãe perguntou.
– Nada, mãe. Será que vocês poderiam nos deixar sozinhos, para que resolvêssemos nossos problemas? – Pedi, tentando controlar minha raiva.
– Contanto que você não mate o niall e enterre o corpo dele no quintal, nós deixamos, sim. – Meu pai brincou.
– Poxa, pai, que bosta! Era exatamente esse meu plano! – Ironizei.

Minha mãe me olhou com um olhar de repreensão, mas meu pai logo a puxou pelo braço e ambos saíram da sala, deixando-me, finalmente, sozinha com o niall. Ficamos alguns segundos em silêncio; eu, me controlando para não voar em seu pescoço e o matar com minhas próprias mãos, e ele, esperando que eu dissesse algo de útil.
– Muito bem, horan. O que, diabos, você veio fazer na minha janela cantando Bon Jovi? Andou se drogando, homem de Deus?! – Despejei meu choque em cima dele.
– Você gostou, brunnah! Não adianta disfarçar! Você adorou! – Um enorme sorriso tomou conta do rosto de niall.
– Se eu gostei de ter você me infernizando, além do colégio, agora na minha casa, e ainda por cima, cantando e acabando assim, consequentemente, com meu amor pelo Bon Jovi?! Não, eu não gostei, horan! – Gritei, alterada.
– Não se altere dessa maneira, naah, você gostou e sei que não vai confessar isso tão cedo, mas tenho uma proposta para lhe fazer.
– Sabe quando eu vou aceitar qualquer proposta sua, horan? Nunca! Você é tão prepotente! Quer me conquistar, só pelo fato de eu ser a única garota nessa maldita cidade que não se derrete como manteiga quando te vê, pois aqui vai uma notícia para você: vai continuar sendo assim. Agora saia já da minha casa, não fale mais com meus pais, nem comigo, durante o resto de sua vida de merda! Você pode me ver morrendo na sua frente, engasgada com uma jujuba e sabe o que você vai fazer?! Nada! Não quero mais você por perto de mim! – Gritei.
niall ficou durante longos segundos me olhando, com os olhos azuis arregalados, e quando eu pensei que ele ia finalmente me deixar e sair correndo pela porta, chorando, ele abriu um enorme sorriso. Isso mesmo, um sorriso! Esse menino realmente precisa de terapia.
– Você gosta de mim, brunnah. Pode ser que ainda não tenha percebido isso, e até mesmo que demore um pouco, mas... – Ele avançou até mim, colocando os braços ao redor da minha cintura e juntando nossos corpos. – Quando eu fico muito próximo de você, como agora, eu consigo ouvir seus batimentos irem à loucura.

Nossos olhares se encontraram e nossas respirações eram uma só. Eu podia ver cada imperfeição de seu rosto e mesmo com elas, niall horan era lindo. Talvez o ser humano mais lindo que já vi de tão perto - isso porque ainda não vi o Zac Efron na minha frente, porque quando eu vir, vocês poderão desconsiderar a afirmação acima. Seus lábios eram perfeitos; o contorno era lindo e eu podia praticamente ouvi-los me chamando. Seu corpo estava tão próximo ao meu, que eu podia sentir seus batimentos e como seu tórax se mexia, conforme ele respirava. Eu confesso. Naquele momento, tudo o que mais queria na minha vida era beijá-lo.
– É essa a proposta, brunnah. Um beijo. Apenas um beijo. Mas um beijo de verdade e eu te deixo para sempre. Pense mais sobre isso. – E com essas palavras, niall me soltou e saiu da minha casa com a cabeça erguida.

Já tinham se passados bons dez minutos desde que niall tinha ido embora, enquanto eu ainda estava estática no mesmo lugar, segurando-me para não correr atrás dele e dar-lhe um belo soco no seu rosto perfeito. Quem ele pensava que era, para sair dessa maneira, depois do que aconteceu há pouco tempo atrás?! Argh! Eu me odeio! Como eu pude, por um minuto que seja, pensar em beijar aquela boca sem graça?! Soltei um granido e subi as escadas correndo, rumo ao meu quarto. Fechei a porta com força e me joguei na cama, cobrindo a cabeça com meu travesseiro e soltando um grito de raiva abafado. Eu odeio niallhoran. Eu não vou beijá-lo de forma nenhuma, mas sei que se não o fizer, ele vai continuar me perseguindo, como um cachorro persegue um frango de padaria. E algo me dizia que a próxima loucura que ele vai aprontar, será muito pior do que uma serenata na porta da minha casa, e eu tenho medo só de imaginar.

Viver em uma cidade pequena como a que eu vivia tinha suas vantagens. Concordo que não eram muitas, mas elas existiam. Não nasci aqui, e talvez por isso eu seja uma das poucas pessoas que são impunes ao “charme” do horan. Nasci em Nova York e vim para a Inglaterra com meus doze anos de idade, deixando para trás meu recente namoradinho - no momento pode parecer ridículo, mas na época eu era madura o suficiente para namorar e chorar durante meses com saudades de Klaus, que hoje é um dos meus melhores amigos. Vir de uma cidade enorme como Nova York para uma cidade tão pequena quanto a que vivo hoje é realmente um grande choque. Mamãe sempre preferiu cidades pequenas a grandes metrópoles para criar os filhos, com medo de que eu me envolvesse com prostituição e meu irmão - que hoje voltara para Nova York para fazer faculdade, com drogas, o que é ridículo. Não é porque moramos em uma cidade grande que vamos nos envolver com coisas erradas. Na realidade, aqui existem mais drogas e as “prostitutas que nem ao menos pagam” do que mamãe imagina. Outro dia, descobri que meu professor de História fuma maconha no murinho antes de ir dar aula! Um absurdo, eu sei. Porém, vamos focar nas qualidades de morar em uma cidade pequena. Acontece que por aqui, aos domingos, sempre tem algo para fazer. Concordo que no restante dos dias da semana, não existe mais nenhuma outra opção de lazer, mas aos domingos... Ahh, aos domingos tudo muda! As ruas ficam cheias e as sorveterias com filas tão grandes que ocupam até a calçada, crianças com suas bicicletas apostam corridas pelas ruas e vão brincar em parques, enquanto seus pais conversam animados sobre seus trabalhos e coisas banais. E é por isso que eu odeio sair aos domingos.

Não, para mim, não existem qualidades em morar em uma cidade pequena, como a em que eu vivo. Disse aquilo acima apenas para tentar melhorar a situação, mas não há muito a que ser feito a respeito disso. Acontece que meu ódio pelos domingos sempre foi claro para todos meus amigos - e todos meus familiares, já que as pessoas desse lugar são irritantes o suficiente quando estão em dias normais da semana, aos domingos elas estão mais chatas que nunca! Apesar do conhecimento desse meu ódio por domingos, minha mãe agora resolveu se juntar ao resto das pessoas chatas e banais desse lugar. Por isso eu me encontro parada no meio do único parque dessa cidade infernal com uma garrafinha de água de coco nas mãos e um “A Culpa É Das Estrelas” na outra.
– Er... Mãe? – Virei-me para a mulher morena e sorridente ao meu lado, de mãos dadas com meu pai. Minha mãe.
– Sim, querida? – Sorriu.
– Você poderia me entregar? – Apontei para a sacola que ela carregava na mão direita, onde estavam minhas duas barras de chocolate e um lenço, no qual iria precisar quando Gus contasse para Hazel sobre sua doença terminal.
– Não, querida, por enquanto não. Você vai se divertir agora. Vá conhecer pessoas da sua idade, ver se encontra com o niall por aí! Vá viver, brunnah! – Mamãe disse, animada.
Revirei os olhos e já estava me virando, quando minha mãe me segurou pelo braço e me virou para ela novamente.
– O livro, mocinha. – Apontou para o meu precioso livro e sorriu.
Bufei e lhe entreguei. Comecei a caminhar pelo parque, observando bem as pessoas que lá estavam. As meninas da minha idade usavam vestidos floridos e os meninos, bermuda e sem camisa, com certeza, para se exibirem para as meninas. Eu chamava atenção claramente e ninguém parecia querer disfarçar o estranhamento de me ver por ali. Além do que, minhas roupas não ajudavam. Diferente das outras meninas, eu estava com short jeans, uma enorme blusa escrito “Nirvana” e um rabo de cavalo. Típico de brunnah. Um grupo de pessoas andava de bicicleta na pista. Fui até lá, apoiei-me no ferro de uma bicicleta que estava para alugar e fiquei olhando como as pessoas pedalavam de uma maneira confiante. “Como se fosse fácil dessa maneira”, pensei.
– É lindo ver as pessoas andando de bicicleta, né? – Uma voz perguntou em um sussurro, em meu ouvido, fazendo-me arrepiar dos pés as cabeças.
Oh, Deus. Eu nem ao menos precisei me virar para saber quem era. niall horan, o loiro mais gostoso desse lugar.
– Eu só acho bonito. Parecem pássaros sem asas para voar, então simplesmente andam de bicicleta. Eu gosto disso. – Respondi. 
– Você quer andar? Digo, quer andar de bicicleta? – Perguntou, ainda atrás de mim.
– Não, eu não quero. – Respondi, simplesmente.
– Mas você acabou de dizer que... – Ele ia continuar, mas deteve-se. – Ei! Vire-se para mim. – Pediu. Com lentidão, virei-me para ele. Lindo, lindo e lindo. Acho que nunca o vi tão lindo quanto naquele momento. Como todos os meninos naquele parque, ele se encontrava sem camisa, com uma bermuda bege, mas deixando suas tatuagens à mostra. Eu já comentei sobre minha tara por tatuagens? Acho que sim.
– O que você quer? – Perguntei.
– Você não sabe andar de bicicleta, não é mesmo?
Olhei para o chão e coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. niall horan me constrangia por qualquer motivo.
– É. Talvez eu não saiba mesmo, mas não acho que isso seja algum monstro de sete cabeças... – Tentei diminuir a gravidade da situação.
– É, sim, um monstro de sete cabeças, brunnah! Quem é que não sabe andar de bicicleta?! Oh, deus! Sua sem infância! – niall riu.

Sem eu nem ao menos ter tido tempo para responder, niall me puxou pelo braço, e em questão de segundos eu estava dentro da pista, com niall me puxando em direção a várias bicicletas.
– Por favor, eu quero uma. – niall pediu para o homem barbudo que guardava as bicicletas.
– Não, niall! Você está ficando louco??! – Gritei, mas ele apenas me ignorou e pegou a bicicleta com cuidado.
– Venha, brunnah. Você vai se sair bem. Eu vou te ensinar a andar de bicicleta. – Disse, convicto.
– Eu vou cair, niall. Não acho isso legal. – Retruquei.
– Aprenda uma coisa de uma vez. Todas as vezes que você cair, eu vou te segurar. – E com isso, deixei ele me segurar pela cintura e me guiar até bicicleta.

Continua...
   obbs: fizeram esse imagine pra mim ele era cm o zayn mais ai mudaram pro niall por isso as tattoo okAY  
MALIKISS 
by 
     brunnah horan